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Paris Style Week

Moda: a experiência de uma participante do Paris Style Week

O Paris Style Week é formado por pessoas que amam a moda. Mais do isso: fashionistas interessadas em viver profundamente o glamour da moda parisiense. Uma das brasileiras que já vieram fazer o meu curso, na capital francesa, é a carioca Ana Huth. Já esteve em duas edições do programa e está prestes a retornar para a próxima edição presencial, em março de 2022. Além de aluna, ela se tornou uma amiga querida. Por isso, eu a convidei para dividir detalhes da experiência no Paris Style Week.

Veja o relato!

Valeria Doustaly e Ana Huth em Paris
Ana Huth (à direita) comigo em Paris Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week

Ana Huth e a relação com a moda

Ana Huth mora em Niterói, no Rio de Janeiro. Apesar de atuar na área jurídica, a carioca tem uma forte relação com a moda.

“Minha ligação com a moda vem desde muito cedo, quando minha mãe abriu um  ateliê de costura, acabando por se especializar em roupas de festa. Cresci entre agulhas e linhas, mas acabei seguindo os passos do meu pai, embora não abandone tudo o que vivi e aprendi com a minha mãe”, conta ao blog.

Para ficar sempre antenada e conectada ao mundo fashion, Ana Huth tem o costume de fazer cursos sobre o segmento. Pesquisando sobre a temática, ela descobriu o Paris Style Week. Participou em setembro de 2018 e também em março de 2020.

“Estar em Paris vendo de perto o que via em revistas e fitas de VHS é um sonho. Minha mãe sempre foi muito antenada e para se manter conectada ao que era lançado na França, encomendava revistas de moda e fitas de VHS dos desfiles. Quando o material chegava, meses depois da publicação e dos desfiles, lembro de passar horas estudando cada página, cada imagem”, relembra Ana Huth. “Poder ver tudo in loco é extraordinário.”

Ana Huth em Paris
Ana Huth Ana Huth/Reprodução
Valeria Doustaly e Ana Huth, no Paris Style Week, curso de moda
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week


A experiência com o Paris Style Week

Para Ana Huth, o Paris Style Week é muito mais do que um curso de moda. “É puro movimento, é conhecimento transmitido durante a vivência de experiências; experiências que ocorrem conforme o cronograma das visitas programadas”, pontua. “Com o PSW, tudo que se aprende é mostrado, demonstrado, apresentado… É real. Uma experiência após a outra!”, destaca. 

Ana Huth faz questão de ressaltar que, em geral, bons professores pressupõem extremo conhecimento e habilidade para transmiti-lo, além de comprometimento com o resultado. 

“A Valeria reúne essas qualidades e muitas outras. Além de todo o profissionalismo, ela é cuidadosa com suas alunas, que dela recebem idêntico tratamento”, elogia Ana Huth.

“É fonte inesgotável de conhecimento! Ela se prepara para todas as aulas que são ministradas por ela e por terceiros, como couturiers, artesãos, etc. A Valeria não perde uma única oportunidade sequer para dividir com seus alunos mais informação”, continua.

“A Valeria uma professora extremamente generosa. E sua preocupação com o resultado é notável. Ela quer que você capte, entenda e compreenda tudo que está sendo mostrado. Ela quer que você volte para casa com a bagagem cheia de novidades, informações, cultura!”, completa Ana Huth.

Grupo do Paris Style Week, curso de moda
Ana Huth com turma do Paris Style Week, em setembro de 2018 Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week
Grupo do Paris Style Week, curso de moda
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week
Grupo do Paris Style Week, curso de moda
Março de 2020 Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week

Desde 2014, o Paris Style Week já recebeu mais de 20 grupos para momentos extraordinários com a moda local. Contudo, cada edição é única e exclusiva, como enfatiza Ana Huth.

“Quanto ao currículo, a Valeria o altera a cada edição, tanto é que vou repetir pela terceira vez e, com certeza, só aprender coisas novas. Além dessa renovação, a preparação do programa se dá conforme o que há de novidade no momento. Sem contar com as surpresas que só sabemos quando iniciamos nossa maratona fashion”, celebra.

Participantes do Paris Style Week
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week

 

A última e a próxima edição

Ana Huth foi uma das pessoas que participaram da última edição do Paris Style Week, antes da pausa devido à pandemia global.

Estar em Paris em março de 2020 com PSW foi algo que vou contar para os netos. Primeiro toda a tensão que antecedeu ao curso de moda, já que só se falava em Covid-19. Abra-se um parêntesis para dizer que Valeria deixou todos os inscritos absolutamente à vontade para ir ou desistir. A maioria optou por ir e foi sensacional. Observamos todos os cuidados possíveis”, compartilha a brasileira.

O clima era tenso, não por nós alunas, tampouco por Valéria e sua assistente, mas pela falta de movimento nas ruas. Tudo estava vazio!”, lembra. “Tudo isso conferiu ao nosso roteiro mais exclusividade, diferenciação… Todos nós aguardávamos por algo e por isso tudo foi aproveitado ao extremo”.

“Nunca vi Paris daquela forma e acredito que nunca mais verei. O fato de já ter estado com PSW em outra oportunidade, me deu a dimensão real do que estava vivenciando ali naquele momento. Só posso dizer: foi histórico”, assegura Ana Huth.

Agora, Ana Huth se prepara para a próxima edição, o aguardado comeback. A brasileira acredita que também será um marco. Afinal, trata-se de um respiro depois do caos.

“Como será que a cidade vai estar? Como será que a moda reagirá de fato? Será que a atemporalidade, o conforto, a sustentabilidade, etc, vão se traduzir nas produções? Muitas perguntas e muita ansiedade. Ansiedade boa é claro”, garante.

“Afinal, se participar de um PSW já é o máximo, imagina participar de uma edição quando da declaração de pandemia e do fechamento da França (eu estava lá!) e poder voltar na primeira turma presencial pós-tormenta”, comemora.

Valeria Doustaly e Anna Huth
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week

 

Você também pode ser uma das participantes da histórica edição de retomada do Paris Style Week! Quer viver essa emoção com a moda? Para obter mais informações e se inscrever no programa de março de 2022, envie um e-mail para [email protected]. Você receberá os detalhes da inscrição. Confira a programação completa!

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História da moda

Chanel: saiba tudo sobre a inédita exposição de retrospectiva da estilista

No post anterior, eu apresentei museus imperdíveis na capital francesa para quem gosta de moda. Um deles é o Palais Galliera, conhecido como Museu da Moda de Paris, que faz parte da programação do Paris Style Week. Nos últimos meses, o espaço recebeu a exposição “Gabrielle Chanel – Manifesto de Moda”. É claro que eu fui conferir!

Valeria Doustaly no Palais Galliera
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week
Valeria Doustaly no Museu da Moda de Paris
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week

Gabrielle Chanel – Manifesto de Moda

O Palais Galliera ficou fechado e em obras durante quase dois anos. Para a reabertura, o edifício apresentou a primeira retrospectiva dedicada inteiramente à carreira de Gabrielle Chanel (1883-1971). O Manifesto de Moda integrou uma área de cerca de 1.500 metros quadrados, que incluíram as galerias no subsolo recém-inauguradas 

Inédita, a retrospectiva não foi focada na marca, mas sim, na estilista francesa, como pessoa e como criadora. Anteriormente, houve mostras da marca Chanel, mas nunca antes havia sido exposto um acervo tão minucioso de peças focadas no estilo da designer. 

A exposição dedicada à Gabrielle Chanel estreou no Palais Galliera em 1º de outubro de 2020 e permaneceria em cartaz até março deste ano. No entanto, o sucesso foi tão grande que a data de encerramento foi adiada. A mostra ficou disponível até 18 de julho. Eu tive o prazer de avaliar de perto a exibição, duas vezes. 

Valeria Doustaly em exposição de moda
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week

O museu transmitiu verdadeiramente quem foi Gabrielle Chanel; em quê consiste o seu estilo. A elegância da estilista é marcada pela simplicidade e pelo conforto. A primeira parte do conteúdo é cronológica: narra os primórdios do trabalho da designer de moda com algumas criações emblemáticas.

A peça que abre a exposição é muito importante: uma marinière, de 1916. A blusa solta de marinheiro feita em jersey é reconhecida pelo colarinho aberto, com apenas um laço que permite amarração.

Logo depois, vem o chapéu. É relevante destacar que a estilista começou vendendo chapéus. Essa e muitas outras informações sobre a trajetória de Coco Chanel estão no meu curso on-line “10 Estilistas que você deve conhecer”.

Catálogo de mostra da Chanel
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week
Catálogo de exposição da Chanel
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week
Vestidos em exposição
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week


Além de La Petite Robe Noire

A exposição no Palais Galliera vai além do clássico vestido preto básico, La Petite Robe Noire. Demonstra que há também muita riqueza em outras cores de vestidos que Gabrielle Chanel fazia, assim como estampas e aplicações de flores. 

O manifesto teve mais de 300 itens, que incluíram looks de alta-costura e alguns criados exclusivamente para artistas de cinema. O icônico tailleur de tweed também marcou presença, com direito a composições que levam as famosas pérolas da Chanel. O material foi explorado além do tradicional na exposição; é visto, por exemplo, em itens fluidos, pensados para deixar a silhueta livre.

Vestido florido em exposição da Chanel
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week
Vestido florido com plumas em exposição da Chanel
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week
Peças de mostra da Chanel no Palais Galliera, em Paris
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week
Tweed em tailleur
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week
Look da Chanel com pérolas
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week

Entre os códigos da Chanel expostos na exposição Manifesto de Moda, no Museu da Moda de Paris, também estão o sapato bicolor e a bolsa acolchoada 2.55. Não poderiam faltar! Também vimos joias que representam parte dos símbolos preferidos de Coco Chanel, como o leão, que é o seu símbolo do zodíaco; os cometas; e as estrelas.

Além disso, uma sala foi dedicada ao Perfume Nº 5, lançado em 1921. Lá, foi possível ver todas as embalagens e como o produto evoluiu ao longo dos anos. No ambiente, havia ainda uma surpresa para os visitantes: uma gravação na voz de Marilyn Monroe, estrela de cinema de Hollywood que era adepta da fragrância.

Sapato Bicolor, da Chanel
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week
Bolsa 2.55, da Chanel
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week
Sala dedicada ao perfume Nº 5 da Chanel em exposição
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week

Vale destacar também que a inciativa engloba o lado pessoal de Gabrielle Chanel, que foi autodidata. No local, foram exibidas fotos que vão além do trabalho, como cliques da estilista entrando em festas e posando com amigos. 

Todo o material foi emprestado pela maison e também por clientes para o Museu da Moda de Paris. O manifesto reuniu também itens de acervos de museus internacionais, como o Victoria & Albert Museu, de Londres, no Reino Unido; o M.H. de Young Memorial Museum, de São Francisco, nos Estados Unidos; o Museu da Moda, em Santiago, no Chile; e o MoMu, de Antuérpia, na Bélgica.

Em outubro, o Museu da Moda de Paris abrirá uma exposição de celebração dos 100 anos da revista Vogue Paris, a mais antiga revista de moda francesa publicada até hoje. A previsão é de que a exibição dure até janeiro de 2022. Acompanhe o Instagram do Paris Style Week para saber os detalhes. Por aqui, no blog, os posts são publicados toda segunda-feira. Até o próximo! Fique de olho!

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Paris

Museu de moda: 4 opções imperdíveis em Paris

Se você vem a Paris, alguns museus de moda são parada essencial. Com exposições temporárias e/ou permanentes, o Museu Yves Saint Laurent, o Palais Galliera, o Grand Palais e o Museu das Artes Decorativas oferecem conteúdo fashion de sobra. Todos eles são imperdíveis e também fazem parte do meu programa Paris Style Week.

Peças em exposição no Museu Yves Saint Laurent, em Paris
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week Peças expostas no Museu Yves Saint Laurent Paris

Museu Yves Saint Laurent

Um dos museus de moda que mais fazem sucesso é o Museu Yves Saint Laurent, inaugurado no fim de 2017. Fica na 5 Avenue Marceau. Os ingressos podem ser reservados on-line.

O mais interessante é que fica onde era o ateliê do de Yves Saint Laurent. No local, o designer passou quase trinta anos desenhando coleções, de 1974 a 2002. Na visita, um momento interessante é o do escritório de Yves Saint Laurent. É uma grande oportunidade ver onde ele desenhava, onde ele recebia clientes da famosa maison.

O acervo aborda principalmente a história da moda do século 20 e as tradições da alta-costura. É um museu que recebe exibições retrospectivas e exposições temporárias, então sempre há novidades interessantes.

Atualmente, está em cartaz a mostra “Yves Saint Laurent: Nos bastidores da alta-costura em Lyon”, que ficará disponível até 5 de dezembro deste ano. O material demonstra a relação entre o costureiro e fabricantes e fornecedores têxteis de Lyon.

A exposição reúne 30 conjuntos de haute couture expostos ao lado de documentos originais, que exploram o processo criativo do estilista. Vale destacar que no mesmo edifício funciona a sede da Fundação Pierre Bergé – Yves Saint Laurent. 

Frente do museu de moda Yves Saint Laurent, em Paris
Sophie Carre/Musée Yves Saint Laurent Paris/Divulgação
Participantes do Paris Style Week no Museu Yves Saint Laurent, em Paris
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week
Escritório do estilista Yves Saint Laurent em museu de moda
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week

Palais Galliera

Outro museu importantíssimo para quem ama moda, e que faz parte da programação do Paris Style Week, é o Palais Galliera, conhecido como Museu da Moda de Paris. O endereço é 10 Avenue Pierre 1er de Serbie. É possível fazer reserva pelo site.

Criado por Paul-René-Léon Ginain a pedido de Marie Brignole-Sale, Duquesa de Galliera, a construção neo-renascentista foi inaugurada em 1895. Desde então, o Palais Galliera passou por outras atribuições antes de ser definitivamente dedicado à moda, em 1977, por meio Câmara Municipal de Paris.

O governo francês, por meio do Ministério da Cultura, investe no espaço. Compra peças em leilões. Essas aquisições ficam para as exposições. Por lá, já passaram mostras de designers como Azzedine Alaïa, Martin Margiela e Jeanne Lanvin.

O acervo do Palácio contempla cerca de 200 mil obras, que englobam roupas, acessórios, fotografias e desenhos, entre outras. As coleções remetem aos códigos de vestuário na França, desde o século 18 até os dias atuais.

Entre os departamento permanentes, estão “Trajes do século 18”, Trajes do século 19”, “Moda da primeira metade do século 20”, “Alta-costura”, “Criação contemporânea”, “Acessórios”, “O gabinete de artes gráficas”, “A coleção fotográfica”, e “Fundação Vogue Paris 2018”. 

Frente do museu Palais Galliera
Palais Galliera/Divulgação
Valeria Doustaly no Palais Galliera
Valeria Doustaly | Blog Paris Style Week

Grand Palais

Também vale a pena visitar o Grand Palais, que muitas vezes traz exposições sobre fotografia de moda. O edifício fica na 3 Avenue du Général Eisenhower. Construído para a Exposição Universal de 1900, o Grand Palais foi classificado como monumento histórico em 2000. A estrutura tem um tamanho impressionante: 70 mil metros quadrados.

Você sabia que o Grand Palais recebe eventos frequentemente? Entre eles, estão os grandiosos desfiles da Chanel. O Palácio é destino recorrente para a revelação das icônicas coleções da maison. Enquanto comandou a label, Karl Lagerfeld explorou bastante o espaço. A atual diretora criativa da marca mantém a tradição.

Em março de 2021, o Grand Palais entrou em uma fase de restauração que seguirá até 2024. No entanto, algumas exposições estão abertas. Há a opção de comprar o bilhete virtualmente. Confira também as opções de tour on-line.

Vista aérea do Grand Palais, em Paris
Guignard/L'air Imagens/Grand Palais/Divulgação


Museu das Artes Decorativas

Outro que visitamos com o Paris Style Week e vale muito a pena é o Museu das Artes Decorativas, que envolve mobiliário, decoração, artes têxteis. A instituição foi fundada em 1986 por iniciativa de Pierre Bergé e da indústria têxtil francesa, com o apoio de Jack Lang, então Ministro da Cultura. 

O acervo de moda do museu consiste em mais de 150 mil itens, sendo têxteis e trajes antigos, assim como peças de alta-costura e do ready-to-wear. Desenhos e fotografias também estão no repertório, assim como arquivos de designers como Elsa Schiaparelli, Madeleine Vionnet e Cristóbal Balenciaga.

Por lá, há exposições fantásticas; algumas organizadas por marcas. A Dior, por exemplo, comemorou os 70 anos da maison, que foi uma das melhores exposições de moda dos últimos tempos.

Um dos arquivos temáticos do museu se chama “Cronologia da Moda 1715-1914”, que exemplifica a evolução do vestuário ao longo dos anos. Outro é focado na história das joias, da Idade Média até o século 17.

Entre as exposições itinerantes que já foram realizadas, está uma dedicada à trajetória da Harper’s Bazaar. A mostra ficou disponível até janeiro de 2021. Já o título “Marche et Démarche – A História do Sapato”, exibido de novembro de 2019 a de março de 2020, mostra como os calçados mudaram da Idade Média até aos dias de hoje, tanto no Ocidente como em culturas não-europeias.

Mais um exemplo: a mostra “Margiela, os anos Hermès”, que ficou no Museu das Artes Decorativas de março a setembro de 2018. A homenagem a Martin Margiela reuniu, pela primeira vez na França, as coleções de prêt-à-porter feminino que ele desenhou para a Hermès ao lado de criações para a marca homônima do designer.

O Museu das Artes Decorativas está situado na 107-111, rue de Rivoli. Oferece visitas guiadas, individualmente ou em grupos. A programação está disponível on-line.

Museu das Artes Decorativas, em Paris
Museu das Artes Decorativas/Divulgação